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jan 30

Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!

Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo.”

Fernando Pessoa

Nessa semana, o poema da seção Literários foi sugestão da nossa colega Graziele Sousa, estudante do 4º semestre de Relações Públicas da UNEB -Campus I. Obrigada, Grazi :)!
Se você também gosta de escrever, mande seu texto pra gente! O email é: blog@uneb.br. Abraços!

nov 03

A seção Literários retorna com o poema Dose de Sorriso de Jacqueline Cerqueira, graduanda do 4º semestre em Letras Vernáculas - UNEB Campus V. Obrigada pela contribuição, Jacqueline!

Dose de Sorriso

Ah! Foi apenas um sorriso
Insinuação de um Interesse maior
Em sentir, ser e tocar

Ah! Face boba da vida
Queremos algo e
A outra enxerga totalmente diferente

Grande ilusão desatina
Sorriso encontro do meu descanso
Abraço terreno de minhas dores
Olhar compreensivo da anormalidade do individuo
Carisma fonte de sua existência

Amor maior, fruto de longos dias, anos
Companhia eterna de uma madrugada inteira
Pois, ao amanhecer não precisarei abrir os olhos
Aquilo que nos pertence sempre estará ao nosso lado
Até na ausência

Amizade não é laço
Mas o deslaço de quem constrói e reconstrói em cada gesto
Fraterno e sem igual
Que envolva o amor imensurável
Razão maior de eu te ter em minha vida.

Jacqueline Cerqueira

Mande seu texto também! O email é blog@uneb.br :)                         

ago 31

FONTE NOVA:
FICARÁ A MEMÓRIA DA HISTÓRIA
( Canto ao tempo)

Longe do meu templo, de água constante da chuva
do grão bendito da terra
Ouço!
A notícia ecoando pela sala
a imagem acoplando-se na retina
em segundos - A Fonte, longe dos meus olhos, desaparece…
Resta-me a memória da história.

Esses 15 segundos de destruição
( 150 pilares de vidas no chão )
jamais serão mais fortes que
a lembrança emocionada
da alegria e da tristeza em transmutação.

Vivo estou, registro para o mundo, e para a história
a comoção da Bahia, vertendo glória, dando 2 a 0 no galo mineiro
velho tabu quebrado
dois espetaculares gols do trágico beijoca.
Vibração, apoteose…Júbilo profundo!
Corro pelas ruas históricas da Cidade da Bahia
marcho de volta para a lapinha
- portal da liberdade -
monumento a independência.

Continuo na Fonte Nova, em transe estou!
Antes, a Bahia derrota o fluminense
e, marcha solenemente para a batalha final.
Antes, a arena em chamas, 110 mil visionários…
Gritos, desespero, risco/dor, alegria…Alegria
desbravamos o caminho
Agora, estamos a beira rio.
O tricolor espalha emoção…Converte tudo em alegria
das camarinhas dos orijás para o Brasil
- O Bahia é Campeão -
E tudo começou na Fonte
e tudo, perpetuado, continuará na Fonte Nova…

Ela, deusa negra, é uma fortaleza, nada de solidão.
Da ladeira da fonte benta
ao dique bravio.
E nós, cavaleiros em êxtase
divagaremos na comoção da lembrança
( da mulher amada, mãe leitosa de muitos filhos)
de um tempo que… já não existe mais.

Milton Pinheiro
( Poeta e Contista, professor de Ciência Política da Universidade do Estado da Bahia/Uneb.)

ago 22

Voltando com a Seção Literários! O poema abaixo foi escrito por Isabel Bispo, esposa do funcionário Hermes Almeida,  presente no livro Terapia Poética que breve será publicado. Obrigada, Isabel!

MEU BRASIL! MEU PAÍS!

 Ah! Se eu pudesse colorir esse nosso Brasil,
que possui terras mil e ajudar a classe infanto juvenil.
Essa terra! Essa pátria!
Que distante de nós se retrata sua beleza e o seu brilho sumiu.
Oh! Meu Brasil terras mil!
Meu país onde está nossa fauna?
Para onde foi nossa flora?
Foi cortada e arrancada, para ser modificada
Porém não foi conservada.
Eu queria que um dia tudo fosse colorido,
resgatado, transformado e absorvido.
Nossos jovens armados, com livros.
Competindo o saber com os amigos.
Nossas crianças contentes na mesa
matando a fome, com certeza.
Nossos pais empregados e honrados.
As pessoas mais amigas e unidas
com o sorriso estampado no rosto isso nos traz muito gosto.
A floresta exuberante na Amazônia e o “Velho Chico” transbordando para todos.
Ah! Quem sabe um dia!
A noite passe depressa.
A mesa seja farta nos lares.
O verde verdejante na mata.
Então, minha Pátria, meu Brasil.
Com o céu azul anil, colorido e pintado,
Com cores bem firmes nunca mais será borrado nem tão pouco apagado.

 Isabel Bispo Almeida

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jun 28

A Seção Literários retorna com o poema do nosso colega Jairo Cerqueira.  Boa leitura! Obrigado, Jairo!

100 Ciência Negra

                    Ninguém esperou que um dia
                         Evadíssemos do cativeiro
                             Gemidos viraram cantos
                                  Recitou-se um som profundo…
                                        Olha lá, a liberdade!
                                            Somos cidadãos do mundo!

                                                         Liberdade a passos lentos
                                                                 Invocamos nossa voz
                                                                     Vozes negras vêm do fundo
                                                                            Resistimos aos grilhões
                                                                                 Esperamos muito mais…
                                                                                          Somos cidadãos do …
                                                                                                                               Mundo?                                

                                                     Jairo Cerqueira                            

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jun 02

Hoje, nosso poema é de uma amante eterna da poesia: Lice Soares, professora da rede estadual,  graduada em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Obrigada, Lice!

Cecília

O que me encanta é a leveza
da tua alma, a navegar,
por entre os versos que cantas.

É a tua sutileza tão tua,
imprimindo tanta força,
na gente

É a tua presença, a deslizar
por entre esses versos que,
magicamente,
falam de ti e de mim

É esse teu jeito de dizer
o que não sei e que,
só com as tuas palavras,
digo tão bem

É a tua eternidade,
perpetuada num instante,
em cada alma que sabe
ou quer, nesse teu mundo, navegar

É o teu jeito de tornar
o simples majestoso,
o cotidiano glorioso
e, no sonho (o mais), querer sonhar

É essa tua plenitude,
inserida no teu canto,
confirmando o instante,
sem tristezas, sem alegrias
Tu, poeta.

Lice Soares

Se você também gosta de escrever, mande seu texto pra gente! O email é: blog@uneb.br. Abraço :)

mai 18

Mais uma vez nosso colega Jairo Cerqueira contribui para nossa seção Literários. Obrigado, Jairo! Boa leitura :)

Um odor maltado na memória

O perfume
Que invadiu minhas narinas
Numa tarde cinza,
Friorenta e nuvolosa
Se misturou
Ao whisky que eu sorvia
Extasiado
Pelo som de Malagueña.
Por um momento
Percebi com a saudade
Alguma coisa
Meio assim, angustiante
Pois, a ternura
Ternária de Malagueña
Estraçalhou sem piedade
Minha memória.
Essa lembrança
Sopranada em LÁ menor
Fez levitar
As plumas plúmbeas do desejo.
Um outro gole
De whisky com teu cheiro
Embriaguez
De inspiração e sofrimento.

Jairo Cerqueira

mai 10

O poema da Seção Literários, de hoje, foi escrito por Sayara que acredita que”o poeta é aquele que fala dos seus sentimentos, suas angústias, sobre o ser humano e toda sua condição psicológica”.  Sayara é estudante  de Letras do Campus XXIV - Xique-Xique,  e escreveu poema abaixo em homenagem ao seu primo.
Boa leitura!

Deixe-me o teu sorriso

Esse sorriso inocente de menino
Purifica minha alma
É tão bom vela-lhe o teu Sorriso
Encanto
Fascinio
Sorriso de canto
Tímido
Peço-te Oh! Menino
Não nega-me o teu Sorriso
Peço-te Oh! Menino
Não nega-me o teu amor
Sinto-me aflita
Só em pensar que possa negar-me
Quero estar vivo nele
Porque sem ele não vivo
Dos amores que já vivi
dos sonhos que já sonhei
dos planos que já fiz
Renuncio todos eles
Só pelo teu Sorriso
Mesmo distante
Quero observar de longe
Bem de longe se for preciso
Mas não nega-me o teu sorriso
Não nega-me o teu amor
Oh! Menino deixa-me o teu sorriso
Deixa-me o teu pudor.

abr 27

O poema da nossa seção Literários, de hoje,  foi escrito por Everton Lima,  funcionário da UNEB e graduado em Turismo e Hotelaria  também por nossa Universidade.  Everton foi o primeiro autor a publicar, oficialmente, pela Editora Gráfica da Uneb, no ano de 2001, a obra chamada  Elo Fraterno. Esse texto irá compor seu próximo livro Elo Poético.

Boa leitura!

Primaverar

Passa o tempo, Passatempo,
Passaredo passarás.
Passa a vida, passa o vento
arvoredo florirás.

Florirás pois já é tempo,
Já é tempo de florir.
Primavera em setembro
a florescer nosso porvir.

E na primavera, o tempo,
que tanto passa, é obra-prima,
prima as cores,
prima as flores,
prima amores,
prima a vida.

Prima a vida e muito mais…
verás que a primavera
tanto prima em nossas vidas,
aquecendo os corações
que virá ela então
primaverar verões.

Everton Lima

abr 19

A seção Literários apresenta o poema Pós Visão do Tempo, de Jairo Cerqueira, graduado em Pedagogia aqui pela UNEB. Obrigada pela contribuição, Jairo!

Pós visão do tempo

É PRIMAVERA e então floresce a vida humana
Tudo é belo e infantilmente perfumado, colorido, ingênuo e incógnito

Aí, vem o VERÃO; quente e empolgante
E todos verão a vida diferente
Novidades, energia, energéticos, estéticos, patéticos.
Tudo continua belo, nem sempre perfumado, mas… conflitante.

OUTONO, huuum! Frio e calculista
Já nem tão florido, mas… forte, vigoroso e frutificado pelo passar dos anos
Então, a percepção de que a vida não é tão diferente assim.
O verão passa a ser visto como algo encantador
Mas coerentemente o viver se baseia mais na pureza primaveril.

“Em Fim”, é chegado o INVERNO. Bastante frio, tranqüilo e sereno
O homem vive amalgamando a essência das estações climáticas vividas.
Aceitação, decadência, melancolia, patologia.
Por mais que se esforce ele, despercebido e desvalorizado, passa… ultrapassado.

Pela cruel ação da natureza que o formou
A neve do tempo tinge impiedosamente os seus cabelos.

Eis aí, na vivência climática do preconceito
A consolidação da desgraça humana.

Por Jairo Cerqueira

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