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fev 08

Nome Completo: Leonardo Santa Inês Cunha
Idade: 27
Formação: Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas pela UNEB; Pós-Graduação em Gestão Estratégica de pessoas (UNEB) e Mestrado em Educação e contemporaneidade (UNEB)
Atuação: Presidente da Associação dos Ex-Alunos da UNEB (Unex) e Professor auxiliar (Campus III)
Disciplinas que leciona: Sociologia da Comunicação; Comunicação e Filosofia e Planejamento da Comunicação.

1.Por que optou pela vida acadêmica?
Bem, primeiro por um histórico familiar: na minha família tenho pessoas que fizeram parte de fundação de cursos da UFBA, tem toda uma vocação envolvida de vivência com a vida acadêmica que eu presenciei desde os meus momentos em família. No meu momento como estudante de graduação da UNEB, eu achava interessante o contato que eu tinha com pesquisa, ainda que eu não tenha feito iniciação científica, mas em eventos científicos, eventos acadêmicos. Então desde a segunda metade do curso eu já tinha claro o interesse em fazer um mestrado e ingressar na vida acadêmica, e eu já atuava como professor,comecei atuando em alguns projetos dentro da universidade, cursos pré-vestibulares como o próprio da UNEX. Eu tinha gosto pela docência, acho que foi por conta dessas três coisas, trajetória familiar, a vivência dentro da academia, o gosto pela docência, por dar aula e essa troca com os estudantes e a curiosidade pela pesquisa científica.

2.Comente sobre sua vida acadêmica
Após eu ter concluído meu curso de graduação, eu já tinha pesquisado, pensado no tema que eu optei no mestrado: programa de responsabilidade social, tanto do ponto de vista da comunicação das empresas, para legitimar sua imagem, como no impacto que tem para os projetos educacionais. Desde a graduação, tenho curiosidade por este objeto, então, pouco depois de ter concluído, eu ingressei na pós-graduação em Gestão de Pessoas que contribuiu mais para minha formação profissional do que propriamente acadêmica, até pela minha experiência na UNEX. Mas foi no mestrado que eu passei a ter uma vida acadêmica mais fértil, com participação em eventos, publicações científicas. Recentemente, ingressei na universidade no curso de Comunicação como professor, que era um desejo antigo, já estou construindo um projeto de extensão em parceria com os alunos sobre planejamento de comunicação para movimentos sociais, que é meu tema de estudo hoje.

3.Qual o motivo de ter escolhido essas áreas para pós-graduação?
Sobre a pós em Gestão Estratégica de Pessoas, eu pensei em fazer porque eu já atuava como coordenador na UNEX, já fazia parte da diretoria e aqui a gente lida hoje com 55 profissionais vinculados - colaboradores, funcionários, professores-, então a gente tem uma gama muito diversificada de públicos e na gestão da entidade eu sentia necessidade de uma formação técnica para gerir esses relacionamentos. Minha procura na pós foi nesse sentido. O mestrado foi para dar seguimento à minha vida acadêmica, para continuar a pesquisa que eu já tinha começado no trabalho de conclusão de curso e porque eu sempre tive esse desejo de retornar como professor da universidade, desenvolver pesquisa e encontrei aqui dentro esta possibilidade.

4.Como você se tornou presidente da Associação dos Ex-Alunos (Unex) da UNEB?
Mesmo antes de concluir a graduação eu já tinha uma relação com a UNEX. Eu comecei trabalhando na associação como professor de Redação no curso pré-vestibular, depois me tornei coordenador desse pré-vestibular, até ser convidado para fazer parte da diretoria e convidei outras pessoas que são próximas a mim e nós montamos a equipe que está hoje à frente da UNEX.

5.Quais são as atividades oferecidas pela UNEX?
A UNEX tem dois eixos de trabalho: a principal é possibilitar o egresso dos cursos de graduação e pós-graduação da universidade uma ponte de contato, de vínculo com a universidade, que em geral acontece através de projetos que financiamos, apoiamos, desde projetos de extensão de ex-alunos a eventos acadêmicos. Então, nós criamos espaço dentro da universidade para que esse ex-aluno possa atuar. O principal é o pré-vestibular que tem como professores alguns ex-alunos e onde toda a coordenação é composta por ex-alunos; e o curso de idiomas que é o nosso segundo eixo, e que da mesma forma desenvolve projetos de extensão em parceria com a UNEB, para atender a comunidade e fazer a UNEB cumprir os compromissos institucionais que ela tem: democratizar o ensino superior, tornando a universidade mais acessível. Tudo isso em parceria com ex-alunos.

6.Como ex-aluno e funcionário da universidade, o que a UNEB tem de bom e o que precisa melhorar?
A UNEB é um espaço muito acolhedor se a gente comparar com outras universidades que tem uma trajetória acadêmica mais antiga. O estudante que ingressa na UNEB tem muitas possibilidades de atuação e, se ele deseja essas possibilidades, ele tem o suporte da universidade, isso eu vivenciei como aluno e como ex-aluno eu vivencio. Acho que a UNEB é um pouco mais aberta, generosa com as pessoas que querem construir coisas em parceria com a universidade. Uma coisa que eu admiro muito na UNEB também é essa aproximação que ela tem com pautas populares. Acho que a universidade pode ainda consolidar toda a produção que os professores já têm com mais programas de pós-graduação. Nesse ponto talvez ela precise amadurecer mais em relação à UFBA e a outras instituições estaduais.

 

dez 20

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Nome Completo: Claúdia Regina Dantas Aragão
Idade: 43 anos
Formação: Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas, pela UNEB
Especialização: Relações Públicas, Educação e Novas tecnologias da Informação e Comunicação e Mestrado em Educação e Contemporaneidade
Campus: I
Disciplina: Planejamento em comunicação; Planejamento em Relações Públicas; Campanha de Relações Públicas; Introdução às novas Tecnologias da comunicação e informação; Comunicação e Tecnologias educacionais e Orientação de Projetos Experimentais.

1. Por que optou pela vida acadêmica?
Na verdade, foi por incentivo de uma professora da UNEB, Itania Gomes, que hoje atua na UFBA e foi minha orientadora no trabalho de conclusão de curso, um Planejamento de comunicação para a UNEB. Na época, trabalhava numa agencia de comunicação e resolvi fazer o concurso. A UNEB, na verdade, sempre foi meu segundo lar, aqui me sinto em casa. Retornar à UNEB como professora foi um grande desafio e ao mesmo tempo muito gratificante.

2. Comente sobre sua vida acadêmica.
A vida acadêmica é um aprendizado constante e minha experiência como docente tem sido muito gratificante, apesar de todas as dificuldades que enfrentamos, gosto de estar em sala de aula e tenho um bom relacionamento com meus alunos.

3. O que a UNEB tem de bom e o que precisa melhorar?
O fato de ser uma universidade pública de qualidade, atuar em vários municípios, possibilitando uma formação superior a comuniddade baiana, destacaria como muito positivo. Mas por outro lado, esse próprio crescimento nos faz pensar na necessidade de um melhor planejamento. A carência de espaço físico é um problema grave, que inclusive dificulta o exercício da atividade acadêmica em todos os níveis: ensino, pesquisa e extensão. O DCH do Campus I, departamento no qual atuo, é o maior exemplo disso. Funcionamos com seis cursos, alguns deles como é o caso de Letras, com diferentes habilitações. Os cursos aumentaram, o número de professores e alunos também, mas o espaço físico continua o mesmo. Disputamos dois laboratórios, uma única sala de professores, não existem salas de aula sufientes nem para fazermos reuniões.

4. Por que escolheu sua especialização na área de Novas Tecnologias?
Sempre me interessei pela área e quando comecei a ministrar a disciplina Introdução às Novas Tecnologias resolvi estudar mais profundamente a temática. Fiz a especialização em Educação e Novas Tecnologias da Informação e Comunicação e, em meu mestrado também aprofundei a pesquisa na área estudando a interatividade nos ambientes de aprendizagem online.

5. Poderia apontar os pontos negativos e positivos da “febre” das redes sociais?
As TICs têm provocado diversas mudanças em nossa sociedade, de modo a reconfigurar os espaços como os conhecemos, alterando também as relações sociais contemporâneas.Poderia citar inúmeras vantagens e desvantagens, mas acho muito simplista reduzir a discussão em lado bom e o lado mau das redes sociais ou pensar num determinismo tecnológico. O lado otimista poderia dizer que essas redes aproximam as pessoas e que com elas há uma maior circulação de informação; o lado pessimista diria, exatamente, o oposto, que acarreta o isolamento, e etc. As duas posturas desvinculam essas redes da realidade social que a circunda e esquecemos, assim, que as tecnologias são artefatos culturais.
Essas tecnologias digitais são produtos das nossas intenções e propósitos e do uso que fazemos delas. Conforme o nosso uso novas construções podem ser reinventadas e não podemos esquecer que as redes sociais são compostas por dois elementos essencias: os atores (pessoas , instituições, grupos) e suas conexões, interações. As peculiaridades dessas relações, nas redes sociais, se instituem na intersecção entre os aspectos humanos e os tecnológicos, de modo que só podemos compreêndê-las se formos capazes de reconhecer e levar em conta o conjunto complexo de fatores que que está em jogo.

6. Em sua opinião, as redes sociais podem ser utilizadas pelas organizaçoes como ferramentas de comunicação?
Sim, claro, mas temos que ter alguns cuidados. O primeiro deles é fazer um diagnóstico, para perceber a real necessidade da ferramenta e não apenas aderir por modismo. Se os públicos da organização não acessam a internet, não faz muito sentido investir nesse tipo de comunicação. Ou então, será necessário um trabalho prévio de conscientização desses públicos para que eles possam fazer uso desse tipo de comunicação. Um outro cuidado é o comprometimento por parte da empresa que passa pela definição de quem será responsável pela publicação e manutenção do veículo. É importante lembrar que o conhecimento da organização, de seus valores, princípios e políticas é essencial para o gerenciamento do instrumento, além da ciência da dinâmica da web e do dia-a-dia de um veículo desse tipo. Saber ouvir as críticas e interagir é fundamental, caso contrário de nada adiantará utilizá-las.

jul 17

Foto ASCOM

Foto ASCOM

Nome Completo: Djalma Fiuza Almeida
Idade: 32 anos
Formação: Desenho Industrial com Habilitação em Programação Visual pela UNEB
Especialização: em Artes Visuais e em Design de Produtos, ambas pela UNEB
Campus: I
Disciplinas: Na graduação, lecionou Comunicação, Administração e Desenho Industrial, atuando nas áreas de produção audiovisual, computação gráfica, meios de impressão e análise gráfica. Nestes cursos ministrou disciplinas como Introdução à informática, Programação visual, Computação gráfica, Língua Portuguesa VII, Materiais e Processos Gráficos I e III, dentre outras.
E-mail: fiuza@uneb.br

1 - Por que optou pela vida acadêmica? E por que a UNEB?
Na verdade, a opção pela carreira acadêmica foi circunstancial.Planejava seguir como profissional de design e conseguir vaga em alguma grande empresa ou, mais no futuro, abrir meu próprio negócio. Tudo mudou com o incentivo de amigos e colegas de trabalho na época em que ocupava cargo técnico na Gráfica da UNEB. Talvez por conta da minha experiência profissional e da facilidade que sempre tive em transmitir o que aprendi, eles acreditavam que eu reunia as qualidades necessárias àqueles que se candidatam à docência.

2 - Se não fosse professor que outra profissão exerceria?
Trabalharia com design. De vez em quando, ainda faço um ou outro trabalho só para não perder “a mão”, entende? Acredito que a inserção do professor no mercado, ainda que atue de modo discreto, sempre será uma atividade importante para o exercício da docência.

3 - O que significa para você, ainda tão jovem, ser professor da UNEB?
Jovem? O que é, afinal, o tempo? Defini-lo é, com certeza, uma tarefa complicada. Penso que o tempo, sob certa perspectiva, não passe de mera construção humana e, assim, seja essencialmente arbitrário; em outras palavras, uma escala. Com isso quero dizer que, à revelia do tempo cronológico, tanto o professor jovem como idoso podem, caso tenham disposição – não falo de fôlego físico, mas de certa abertura para o diálogo com o novo –, estar mais próximos dos desejos e vivências dos estudantes.A distância natural entre professor e estudante pode ser encurtada por qualquer professor, basta que esteja disposto a reconhecer a experiência do mesmo como relevante para o aprendizado, aproveitando-a, sempre que possível, na disciplina.

4 - Como é seu relacionamento com os alunos?
Franco e aberto. Discutimos não só os conteúdos, havendo espaço para o diálogo e para crítica, como também pensamos, juntos, o formato do curso e o andamento das aulas. Tudo o que é cobrado nas disciplinas que ministro pode ser discutido e revisto, desde que não promova conflito com o regimento da instituição. Nesse sentido, o dia-dia em sala de aula é resultado do compromisso dos estudantes, afinal, respeito mútuo e dedicação são condições necessárias para a manutenção do curso durante o semestre.

5 - Para você, quais são as mudanças significativas que vem acontecendo na universidade?A Universidade tem passado por mudanças importantes, em especial de infraestrutura. Posso citar a reforma do antigo Auditório Caetano Veloso – hoje, Teatro UNEB –, a construção do prédio destinado à Universidade Aberta à Terceiridade – UATI, a reforma do Serviço Médico Odontológico Social (SMOS), a criação de novos campi no interior e o início das obras do Ginásio de Esportes. Também o investimento em tecnologia representa o firme compromisso da UNEB rumo a uma gestão universitária desburocratizada, portanto mais eficiente e moderna. Apesar da importância de ações desta natureza, gostaria de enfatizar que a UNEB também passa por mudanças em um plano que considero mais fundamental: o plano dos valores. O lançamento de projetos como o Viver UNEB visa a retomada de valores essenciais à vida gregária, essenciais, portanto, a retomada de uma relação mais harmoniosa e afetuosa entre os sujeitos, sobretudo aqueles que integram a comunidade acadêmica da UNEB. Além destes investimento, a UNEB tem se destacado como espaço de acolhimento aos desejos de sua comunidade, estando atenta às manifestações e reivindicações das suas comunidades externa e interna, através da manutenção de um amplo diálogo com as representações sociais e acadêmicas. Tal disposição ao diálogo serve como boa ilustração do que eu chamaria de “firme atitude” da UNEB frente ao desafio de permanecer como instituição que não só promove e valoriza o ensino de qualidade, mas, sobretudo, que valoriza a vida e aspirações humanas.

6 - A UNEB por Djalma Fiuza.

Sempre brinco dizendo que a UNEB, na verdade, é minha primeira casa. Passo mais tempo nela do que em minha própria residência. Na UNEB, atuo como professor e gestor – e por que não? –, também como estudante. Afinal de contas, o aprendizado continua, não é verdade? Para mim, a UNEB é o lugar onde adquiri autonomia e amadurecimento; o espaço onde aprendi a superar desafios; o lugar onde pude conviver com pessoas que tomei como modelo para minha conduta e caráter. A UNEB, portanto, para além de oferecer uma oportunidade de aprendizado formal, me ofereceu, sendo isto talvez o mais importante, a oportunidade de crescer como ser humano; como sujeito de valores.

jun 19

Tania Cordeiro

1- Por que a escolha pela vida acadêmica?
Quando concluí a graduação fui aprovada para o mestrado da UnB. Eu era inquieta e me perturbavam as questões que eu mesma me fazia e, assim, elas me impulsionaram para o campo acadêmico. Foi por aí que fui dar na minha praia: a academia.

2- E o Fórum Comunitário de Combate à Violência? Como é sua relação com esta instância? Como surgiu essa proposta/ idéia de atuação?
Aí entram alguns elementos convergentes. Sou professora de Comunicação Comunitária e isto me fez ver o quanto a Cidade de Salvador é ao mesmo tempo muito prezada e muito escondida. Chega a ser um lugar de fachada. Passei a observar ao lado da cidade dos cartões postais, da terra da felicidade, um lugar afeito ás ações da Codesal, das delegacias, das grandes filas nos serviços públicos de saúde etc. Naquele período estava entrando na moda a preocupação acadêmica com a VISIBILIDADE e eu me servi disto para pensar as dimensões invisíveis ou mesmo negadas de Salvador. E quando eu penso nessas coisas eu as comento, eu atuo sobre. Assim eu descobri muita gente com interesses convergentes e passei a fazer parte de um grupo criado para a realização de uma pesquisa da Organização Panamericana da Saúde e, assim, levamos a cabo, em Salvador, o estudo relativo às atitudes e normas dos residentes sobre violência.
Enquanto eu estava realizando esse trabalho que uniu esforços da UNEB, UFBA e OPAS entrei em contato com o Fórum Comunitário de Combate à Violência, no final de 1996. Naquele momento eu já estava bastante convencida de que a comunicação deveria se ocupar, seriamente, da questão da violência. A partir daí eu estou, enquanto representante da UNEB, nessa articulação de esforços, passei a contribuir, especialmente na área de comunicação, em várias vertentes desse universo.

3- Você desenvolve estudos e trabalhos sobre a juventude de Salvador. Por que essa temática (juventude e sociedade) chama sua atenção?
Os jovens são as maiores vítimas da violência em Salvador e em todo o Brasil. Para se ter uma idéia, o perfil da grande maioria dos mortos por violência é assim caracterizado: jovem, pobre, afro-descendente, com escolaridade e qualificação profissional precários, solteiro e morador de bairros populares. Tudo isso é razão suficiente para que os esforços sejam mais intensos em relação a esse segmento.

4- Como tem sido sua experiência como docente?
A primeira resposta que me vem à mente é muito positiva, assim, eu me precipito e digo que é muito boa e apaixonante. Mas eu não posso exibir todo esse bálsamo sem ponderações. É a própria condição de docente que me obriga a ser mais matizada nas respostas. Nada na vida é somente agradável. A UNEB é uma universidade que não dispõe de recursos compatíveis com as necessidades. Algumas delas elementares, a exemplo da carência de livros atualizados ou de espaço físico. Não obstante as dificuldades conseguimos construir coisas que eu aprecio como interessantes para a formação discente. Uma delas é certo senso de responsabilidade para com as questões públicas e sociais. Vejo muitos ex-alunos envolvidos nesse tipo de atuação. Esses resultados me fazem pensar numa dimensão de êxito não apenas meu, mas da nossa vida docente.
Devo dizer que, apesar das dificuldades, contrariedades e de algumas frustrações, eu gosto muito de ser professora e acho que quem me vê em sala de aula sabe disto, apesar de todas (não são poucas) as exigências que faço.

5- Quais as sua paixões?
Boa parte delas vejo de olhos fechados, talvez é quando os tenho mais esbugalhados. Eu ganho o meu tempo vendo uma criança resolvendo uma questão de adulto: é cada show de simplicidade! Também sou viciada em sonhar e entre os meus sonhos favoritos está uma vida mais gostosa, pouca fila, pouca pressa, mais intensidade nas coisas às quais cada um se dedica. Acho dramático, por exemplo, ficar na sala de aula por mera formalidade, pensando na onda perdida na tarde de sol. Por isso sonho em ter sempre chances de fazer coisas que gosto e, ao mesmo tempo, saber e poder encontrar gosto para as coisas que me chegam. Aprendi a desenvolver paixões por coisas aparentemente insossas, aquelas que não são motivos de aposta.
Não gosto da poeira, mas aposto no brilho secreto das coisas empoeiradas e faço dos meus olhos flanelas para desembaciar as vistas afeitas a estereótipos tolos. Enfim, gosto de brigar contra as minhas cegueiras e continuar por aí, certa de que continuo enxergando pouco, motivo para querer um pouco mais a cada taco novo.

6- Por que decidiu atuar na UNEB?
Eu havia retornado de Brasília, feito uma pesquisa em nível nacional e me imaginava entrando em outros desafios de pesquisa. Aí eu descobri o concurso da UNEB e uma vaga para Teoria da Comunicação. Era 1987, se não me engano. Fiz o exame e fui aprovada.

7- A UNEB por Tânia Cordeiro
O universo acadêmico, quando vivido intensamente, não pode ser sintetizado através de respostas formais. Por mais que eu diga da paixão, não há palavras capazes de iluminar um tal sentimento. Por exemplo, eu gosto da UNEB e isto pode dá a impressão de que estou satisfeita com ela. E aí, como diria Chico Buarque, a resposta carece de exatidão. Eu ganho pouco, trabalho um bocado; vejo a universidade crescer duplamente, pela ampliação de suas unidades e de seus cursos e, ao mesmo tempo, pelas suas carências, como segurança e autonomia universitária. Vejo a beleza do Campus I e ao mesmo tempo me espanta o fato de que, por motivos de (in)segurança, nós temos uma única saída e os outros portões estão fechados. Ao se perder coisas desse tipo nós nos damos conta que tínhamos uma qualidade que vai sendo cancelada por uma, dita, realidade maior.
A departamentalização, também, gerou uma forma de gestão, no caso do departamento de Ciências Humanas do Campus I, que torna indireta e, em termos práticos, inviável a participação, tão relevante à autonomia universitária. Deixamos para trás os debates apaixonados sobre o presente e o futuro de cada curso, de cada projeto. Assim, temos pouca relevância nas decisões, apesar da condição de eleitores dos nossos gestores. E a questão não deve ser percebida como de ordem pessoal, trata-se de um modelo ao qual estamos submetidos. Espero que o estado busque restabelecer condições mais favoráveis para as universidades públicas, em especial o valor da autonomia, tão reconhecido nas lutas históricas dos nossos jovens ao longo de tantas décadas.

Por Marília Pinto, Relações Públicas/ASCOM

mai 22
O primeiro PAPO DE MESTRE é com : LYNN ALVES

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Nome Completo: Lynn Rosalina Gama Alves
Idade: 46 anos.
Formação: Pedagogia com Mestrado e Doutorado na área de Educação e Comunicação pela Universidade Federal da Bahia.
Especialização: Psicopedagogia e Metodologia do ensino superior.
Disciplinas: Na graduação leciona a disciplina Psicologia da Educação. No mestrado já trabalhou com Educação e Tecnologia, Pesquisa e Educação e, Teoria dos Jogos Eletrônicos, atualmente trabalha com a disciplina Mídia e Cotidiano.

1- Por que a escolha pela vida acadêmica?
Eu sou apaixonada por essa vida da universidade. Adoro pesquisa, gosto muito dessa coisa de está pesquisando,investigando e tentando desvendar o processo de ensino-aprendizagem. Inquietações relacionadas à dificuldade de aprendizagem me trouxeram para aonde eu estou. O dever de tentar desvendar a forma com o sujeito aprende, como lida com as dificuldades e como as supera, fizeram com que eu buscasse me especializar e qualificar na área de educação.

Depois de certo tempo, me identifiquei bastante com as questões das tecnologias. Tive a oportunidade de através da pesquisa e dessa minha vida acadêmica atrelar coisas que gosto muito: aprendizagem, psicanálise e tecnologia. Então, a escolha pela vida acadêmica foi com o objetivo de tentar responder, inicialmente, as minhas inquietações da aprendizagem e posteriormente da aprendizagem mediada pela tecnologia.

2- O que mais gosta e o que menos gosta em sua profissão?
Gosto muito de fazer pesquisa, de dar aula e de trabalhar com jovens, meus bolsistas. Eu aprendo muito e me sinto energizada em ficar cercada de tantos jovens, de tanta vida, de tantos olhos brilhando e todas essas energias que o jovem possui. Gosto dessa dinâmica, de poder socializar as coisas que eu sei para poder trocar com as pessoas.

Não gosto da falta de respeito como somos tratados, da falta de estrutura para que possamos realizar um projeto e poder concretizá-lo, da burocracia e da lentidão.

3- Se não fosse professora que outra profissão exerceria?
Você acredita que eu já me perguntei isso algumas vezes? E eu não sei a resposta. Eu acho que seria professora de novo. Eu não saberia fazer outra coisa. É engraçado…, eu sou professora porque minha mãe dizia que filho de pobre tem de ser professor, e minha mãe é professora, das filhas dela sou a única professora.

4- Por que escolheu atuar UNEB?
Eu sou apaixonada pela UNEB. Ela tem vários problemas, mas eu gosto muito da minha universidade. Eu me sinto bem aqui. Sou apaixonada por algumas pessoas e, pelo reitor em especial. Então eu me sinto muito feliz aqui.

Quando eu viajo e fico fora, por exemplo, eu sinto saudade da UNEB, é estranho dizer isso, mas aqui é o meu lugar, me sinto livre para criar, pensar, ter liberdade de ir e vir. A UNEB é uma universidade que me deu muito e permite que eu realize meus sonhos profissionais. É um espaço que gosto de trabalhar.

5- Qual acontecimento na UNEB que teve grande importância em sua vida?
É difícil… Um marco para mim foi a aprovação do projeto de jogos eletrônicos. Graças a isso, tenho uma sala de pesquisa onde sou responsável por um grupo de estudantes. É o espaço vivo onde tem pessoas com diferentes saberes circulando. Criamos um espaço de formação na área de jogos eletrônicos dentro do estado do Bahia. Neste sentido a UNEB marca um lugar diferenciado em relação a outros estados, fora do Brasil também.

Outro marco foi a aprovação do edital do FINEP para o desenvolvimento de jogos eletrônicos para educação. Isso criou uma trajetória muito importante, não só para mim, mas para todas as pessoas que trabalharam no projeto.

6- Como é seu relacionamento com os alunos?
É difícil dizer como é, mas para mim é um bom relacionamento, tranqüilo, aberto e às vezes rígido também.

Eu crio espaços para que eles possam verbalizar suas angústias e falar de suas coisas. Crio espaços para essa interlocução em torno de alguns conceitos que trabalho. Na graduação, trabalho com a disciplina Psicologia e acredito que ela permite que a relação professor-aluno seja tranqüila, colaborativa e de intercâmbio. Não diria que é harmônica, porque não existe harmonia com uma sala que tem uma diversidade muito grande. Algumas vezes vivi situações em que tive que repensar minha postura, outras vezes fiz com que eles repensarem a deles, e é uma relação de troca. Para mim é um relacionamento que atende as minhas expectativas enquanto professora.

7- A UNEB por Lynn Alves
A UNEB significa a minha ”Passárgada”, de Manuel Bandeira.