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jan 18

Sob a direção de David Fincher, o mesmo diretor de Alien 3, O Quarto do Pânico (Panic Room) e O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button) A rede social, cujo título original é The Social Network, já conquistou mais de 261.721 seguidores no Brasil, até 09 de dezembro de 2010, segundo a Ancine (Agência Nacional de Cinema). Mas afinal, o que há de tal surpreendente na narrativa?

The Social Network narra a história da criação de uma das maiores redes sociais do mundo na atualidade, o facebook. Idealizado em 2003 por Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), um gênio em programação de computadores, então estudante de Harvard, a rede surge a partir da combinação entre características dos blogs e de dados de programação, motivada por uma espécie de vingança de seu criador a partir do término de um relacionamento amoroso. A “brincadeira”, porém, ganhou proporções inimagináveis. Conquistou e instigou estudantes da universidade, gênios da computação e investidores. Rapidamente, Mark montou uma sociedade com o amigo Eduardo Saverin (Andrew Garfield) e disponibilizou na rede mundial de computadores um dos maiores sucessos dos últimos anos.

Nessas poucas linhas já dá para identificar alguns dos possíveis motivadores do grande sucesso de bilheteria, público e crítica da produção que, sem efeitos especiais nem elenco estrelado tem feito a cabeça de críticos e da academia norte-americana. Para aqueles que se debruçam veementemente sobre a sétima arte a linguagem e os valores norte-americanos seriam diferenciais para o filme ter ganhado tantos elogios.

Decerto, A Rede Social contempla muito do american way of life (sejamos livres, felizes, bem-sucedidos e aproveitemos a vida). Para além disso, o filme apresenta temáticas atuais. O boom das redes sociais, o imprecionante fascínio que estas têm despertado sobre o mundo, o desejo por sucesso, fama e popularidade. A produção, portanto, tem a contemporaneidade como marca. Sua peuliaridade talvez esteja justamente nisso, em expor no telão aquilo que temos vivido, cotidiamente, nas telas e monitores do PC ou TV e em nosso cotidiano.

Do mesmo modo, se uma rede social é uma estrutura constituída por indivíduos ou organizações que se conectam e compartilham valores, ideais e objetivos, a partir de uma estrutura aberta, temos aí outras marcas da contemporaneidade. E, mais uma vez, talvez esteja nisso a motivação para o sucesso do filme. A produção acaba expondo a frouxidão das relações sociais da atualidade, a facilidade com que vínculos e laços são feitos ou desfeitos de acordo com interesses momentâneos, efêmeros, em um contexto em que a relevância da lealdade a pessoas, valores, ideais, cada vez importa menos. Em um contexto em que as relações podem ser feitas e desfeitas facilmente, especialmente quando o que está em jogo são sucesso, fama e dinheiro. A rede social para além de uma história sobre web, novas mídias, redes virtuais e sucesso traz antigos conflitos humanos. Daqueles que permanecem ainda que estejamos na era da web 2.0 ou da tecnologia 3G.

Por Janine Falcão, Relações Públicas da ASCOM/UNEB