Tá Rolando… LITERÁRIOS
mai 29

Que bom! O Bub (ou Blog UNEB para quem preferir a identificação com nome completo e RG) já “chegou chegando”. Desde o dia do lançamento são muitas perguntas, inquietações e sugestões. Uma das perguntas que reverbera e dá pano pra manga é sobre blogs institucionais. Afinal, será que é possível interagir efetivamente (ou, como se diz nos corredores dos departamentos, “de com força”) por meio de um blog institucional? Que contribuições uma possibilidade comunicativa como esta pode trazer? Para dar continuidade ao debate passamos a bola para Sérgio, RP da ASCOM/ UNEB que decidiu soltar o verbo e dizer o que pensa. E você, vai ficar aí calado?

Janine Falcão

Blogs Institucionais por Odilon Sérgio

A facilidade para usuários comuns fazerem circular conteúdos autorais na internet, utilizando ferramentas digitais de uso mais simplificado, como os blogs, alimenta a promessa de que a rede se torne um ambiente comunicativo mais democrático e plural do que as mídias tradicionais, possibilitando o confronto de diversos pontos de vistas. O uso dos blogues durante a última campanha presidencial nos Estados Unidos provou a sua força para contrapor os discursos hegemônicos. Na internet espocaram várias denúncias dos ativistas sociais, que assumiram uma severa vigilância nos comícios, convenções e outros eventos partidários, apontando as contradições entre o discurso e a prática política dos candidatos.

Por isso mesmo fica a pergunta: como os blogues podem ser utilizados como ferramenta institucional sem entrar em contradição com a sua natureza libertária, de contraposição e contestação das versões oficiais e “oficiosas”veiculadas pela imprensa? Certamente, os blogues institucionais não poderão assumir esta função inconformada, contra-hegemônica, até mesmo porque se coloca como veículo de uma instituição pública . Porém, pode abrir espaço para temas e assuntos negligenciados pela imprensa oficial, possibilitando a manifestação de pensamentos diversos e abranger fatos cotidianos pouco relevantes para os critérios da cobertura jornalística, todavia extremamente importantes para a socialização e partilha de uma pluralidade de vivências e conhecimentos nas organizações.

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