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abr 19

A seção Literários apresenta o poema Pós Visão do Tempo, de Jairo Cerqueira, graduado em Pedagogia aqui pela UNEB. Obrigada pela contribuição, Jairo!

Pós visão do tempo

É PRIMAVERA e então floresce a vida humana
Tudo é belo e infantilmente perfumado, colorido, ingênuo e incógnito

Aí, vem o VERÃO; quente e empolgante
E todos verão a vida diferente
Novidades, energia, energéticos, estéticos, patéticos.
Tudo continua belo, nem sempre perfumado, mas… conflitante.

OUTONO, huuum! Frio e calculista
Já nem tão florido, mas… forte, vigoroso e frutificado pelo passar dos anos
Então, a percepção de que a vida não é tão diferente assim.
O verão passa a ser visto como algo encantador
Mas coerentemente o viver se baseia mais na pureza primaveril.

“Em Fim”, é chegado o INVERNO. Bastante frio, tranqüilo e sereno
O homem vive amalgamando a essência das estações climáticas vividas.
Aceitação, decadência, melancolia, patologia.
Por mais que se esforce ele, despercebido e desvalorizado, passa… ultrapassado.

Pela cruel ação da natureza que o formou
A neve do tempo tinge impiedosamente os seus cabelos.

Eis aí, na vivência climática do preconceito
A consolidação da desgraça humana.

Por Jairo Cerqueira

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