AGENDA CULTURAL - TÁ ROLANDO PAPO DE MESTRE
jul 17

cigarro

Tenho muitos amigos que fumam. Amigos daqueles que acendem um cigarro no outro e fumam até debaixo de sol escaldante.
No último final de semana sai com um deles. Fomos até um bar, e mal sentamos à cadeira, ele puxou o isqueiro para acender seu velho Calton. Imediatamente o segurança chegou perto, muito discretamente – como se isso fosse possível a homem daquele tamanho- e disse:
- Senhor, é proibido fumar aqui.
Olhei pra ele e fiz cara de “é meu caro, os tempos mudaram” e ele foi obrigado a não acender o cigarro.
Foi então que começou um teste de resistência no bar. Ele olhava para a carteira de fumo, olhava o isqueiro, chegou a tragar o AR (com toda hipérbole a que tenho direito), mas… Estava chovendo, não dava pra fumar na rua e a ordem foi clara: NADA DE CIGARRO! Ele escolheu ganhar a briga e ficou ali, nervoso. Sem fumar.

A historinha é real meus amigos e quem diria, estamos seguindo lei de primeiro mundo!

Na véspera do dia mundial contra o fumo, 31 de maio, o prefeito João Henrique sancionou a lei 7.651/2009, que proíbe terminantemente o consumo de qualquer produto fumígero (leia-se: cigarros, charutos, cachimbos, cigarrilhas, etc, etc), em ambientes coletivos, sejam esses públicos ou privados, com penas que variam de R$300 a R$3 milhões de reais aos transgressores.
A multa pode ser aplicada aos donos dos empreendimentos e aos fumantes, e o executivo tem 60 dias para regulamentar a lei. Nesses 30 primeiros dias, a abordagem é só educativa. Passados os dois meses de adaptação, as multas começarão a ser aplicadas.

O que EU ACHO disso? Bem, tenho o direito de escolher se fumo ou não. E se resolvo não fumar, ninguém pode me obrigar. Nesse caso, o fumo passivo é como se obrigassem a fumar, não?
Mas também acho que há os que têm o direito de escolher fumar, e neste caso é preciso que lhes seja reservado um espaço para tanto.
E para não deixar a tema na base do ‘achismo”, como diria o mestre e professor Ruy Aguiar, vamos prorrogar a discussão:

Qual a história do cigarro? Como tudo começou?
Cigarro é uma droga como outra qualquer?
Como se explica a dependência química provocada pelo cigarro? Como isso funciona pra o organismo humano?
Qual é a sua campanha? A favor ou contra a proibição?
Você acredita que a lei será cumprida com rigor?

Vamos às respostas?

Beijos sem cheiro de cigarro,

Qhele Melo

One Response to “É PROIBIDO FUMAR?”

  1. Odilon Sérgio Says:

    Oi Qhele. Bom ler seu post. Durante muito tempo a censura ao cigarro era motivada pelo preconceito contra o fumante, visto como pessoa de moral duvidosa. Com o tempo a preocupação com a saúde pública passou a ocupar o centro dos apelos contrários ao tabagismo. Principalmente os gastos do governo para tratar as doenças resultantes do fumo. Isto tem sérias implicações sobre a ocupação dos leitos hospitalares e diminuição da vida ativa do fumante, acarretando em maiores gastos com a previdência .Trocando em miúdos, o orçamento governamental fica comprometido para o tratamento de doenças geradas pela escolha pessoal, mas que tem repercussão sobre a saúde pública, enquanto as empresas faturavam milhões com a venda do cigarro, sem assumir nenhuma responsabilidade pelas consequências.Então “fumar” ou “não fumar” deixou de ser uma questão da esfera privada dos sujeitos e se tornou uma questão de saúde pública. Bem, o que penso disto tudo? Assim como um simples ato de fumar pode ter implicações tão sérias sobre a coletividade, tantos outros atos que a primeira vista são apenas de nossa “ossada” acabam alimentando uma cadeia de prejuízos tão nefastos para toda a sociedade senão nosso planeta. É o chamado efeito borboleta.

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