É PROIBIDO FUMAR? OS (DES)CAMINHOS DA MÚSICA
jul 17

Foto ASCOM

Foto ASCOM

Nome Completo: Djalma Fiuza Almeida
Idade: 32 anos
Formação: Desenho Industrial com Habilitação em Programação Visual pela UNEB
Especialização: em Artes Visuais e em Design de Produtos, ambas pela UNEB
Campus: I
Disciplinas: Na graduação, lecionou Comunicação, Administração e Desenho Industrial, atuando nas áreas de produção audiovisual, computação gráfica, meios de impressão e análise gráfica. Nestes cursos ministrou disciplinas como Introdução à informática, Programação visual, Computação gráfica, Língua Portuguesa VII, Materiais e Processos Gráficos I e III, dentre outras.
E-mail: fiuza@uneb.br

1 - Por que optou pela vida acadêmica? E por que a UNEB?
Na verdade, a opção pela carreira acadêmica foi circunstancial.Planejava seguir como profissional de design e conseguir vaga em alguma grande empresa ou, mais no futuro, abrir meu próprio negócio. Tudo mudou com o incentivo de amigos e colegas de trabalho na época em que ocupava cargo técnico na Gráfica da UNEB. Talvez por conta da minha experiência profissional e da facilidade que sempre tive em transmitir o que aprendi, eles acreditavam que eu reunia as qualidades necessárias àqueles que se candidatam à docência.

2 - Se não fosse professor que outra profissão exerceria?
Trabalharia com design. De vez em quando, ainda faço um ou outro trabalho só para não perder “a mão”, entende? Acredito que a inserção do professor no mercado, ainda que atue de modo discreto, sempre será uma atividade importante para o exercício da docência.

3 - O que significa para você, ainda tão jovem, ser professor da UNEB?
Jovem? O que é, afinal, o tempo? Defini-lo é, com certeza, uma tarefa complicada. Penso que o tempo, sob certa perspectiva, não passe de mera construção humana e, assim, seja essencialmente arbitrário; em outras palavras, uma escala. Com isso quero dizer que, à revelia do tempo cronológico, tanto o professor jovem como idoso podem, caso tenham disposição – não falo de fôlego físico, mas de certa abertura para o diálogo com o novo –, estar mais próximos dos desejos e vivências dos estudantes.A distância natural entre professor e estudante pode ser encurtada por qualquer professor, basta que esteja disposto a reconhecer a experiência do mesmo como relevante para o aprendizado, aproveitando-a, sempre que possível, na disciplina.

4 - Como é seu relacionamento com os alunos?
Franco e aberto. Discutimos não só os conteúdos, havendo espaço para o diálogo e para crítica, como também pensamos, juntos, o formato do curso e o andamento das aulas. Tudo o que é cobrado nas disciplinas que ministro pode ser discutido e revisto, desde que não promova conflito com o regimento da instituição. Nesse sentido, o dia-dia em sala de aula é resultado do compromisso dos estudantes, afinal, respeito mútuo e dedicação são condições necessárias para a manutenção do curso durante o semestre.

5 - Para você, quais são as mudanças significativas que vem acontecendo na universidade?A Universidade tem passado por mudanças importantes, em especial de infraestrutura. Posso citar a reforma do antigo Auditório Caetano Veloso – hoje, Teatro UNEB –, a construção do prédio destinado à Universidade Aberta à Terceiridade – UATI, a reforma do Serviço Médico Odontológico Social (SMOS), a criação de novos campi no interior e o início das obras do Ginásio de Esportes. Também o investimento em tecnologia representa o firme compromisso da UNEB rumo a uma gestão universitária desburocratizada, portanto mais eficiente e moderna. Apesar da importância de ações desta natureza, gostaria de enfatizar que a UNEB também passa por mudanças em um plano que considero mais fundamental: o plano dos valores. O lançamento de projetos como o Viver UNEB visa a retomada de valores essenciais à vida gregária, essenciais, portanto, a retomada de uma relação mais harmoniosa e afetuosa entre os sujeitos, sobretudo aqueles que integram a comunidade acadêmica da UNEB. Além destes investimento, a UNEB tem se destacado como espaço de acolhimento aos desejos de sua comunidade, estando atenta às manifestações e reivindicações das suas comunidades externa e interna, através da manutenção de um amplo diálogo com as representações sociais e acadêmicas. Tal disposição ao diálogo serve como boa ilustração do que eu chamaria de “firme atitude” da UNEB frente ao desafio de permanecer como instituição que não só promove e valoriza o ensino de qualidade, mas, sobretudo, que valoriza a vida e aspirações humanas.

6 - A UNEB por Djalma Fiuza.

Sempre brinco dizendo que a UNEB, na verdade, é minha primeira casa. Passo mais tempo nela do que em minha própria residência. Na UNEB, atuo como professor e gestor – e por que não? –, também como estudante. Afinal de contas, o aprendizado continua, não é verdade? Para mim, a UNEB é o lugar onde adquiri autonomia e amadurecimento; o espaço onde aprendi a superar desafios; o lugar onde pude conviver com pessoas que tomei como modelo para minha conduta e caráter. A UNEB, portanto, para além de oferecer uma oportunidade de aprendizado formal, me ofereceu, sendo isto talvez o mais importante, a oportunidade de crescer como ser humano; como sujeito de valores.

One Response to “PAPO DE MESTRE”

  1. Viviane Says:

    Sorte de quem teve a honra de ser aluna dele!

    Maravilhoso!

    Grande mestre!

Leave a Reply