PAPO DE MESTRE ESTÁGIO-TURISMO‏
jul 20

A sugestão de pauta desta vez é de Leonardo Nunes. Admirador da música Leonardo atenta para as bandas desconhecidas que, não integram o circuito convencional, têm pouco ou quase nenhum espaço, mas que têm muita vontade e qualidade.
Para discutirmos um pouco sobre o assunto buscamos quem entende da área. Começamos nossa discussão conversando com Marcos Sá, estudante de Comunicação Social da Uneb, e que atua em produção musical.

Por Janine Falcão

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Para quem não somente gosta como pretende atuar na área musical é bom ter em mente que o trabalho é difícil. Há muita gente batalhando por um espaço. Os investimentos no segmento ainda não são tão democráticos, apesar das iniciativas de incentivo (e os investimentos necessários para os processos de produção e distribuição musical são altos). O trabalho é árduo, mas também gratificante. “Árduo à medida que você verifica que trabalhar com produção em Salvador é difícil. Uma cidade que tem seu roteiro definido pelos grandes centros, grandes grupos comercias, e não culturais.” Declara Marcos Sá, estudante de Comunicação da UNEB. O estudante, que trabalha com produção, também destaca que a cultura local pode facilitar ou dificultar a inserção de novos grupos, conforme o estilo que estes assumem. “Esta cidade tem uma cultura do pagode e axé bastante disseminada! Mas o circuito independente está crescendo e tem um público altamente fiel. Assim, o exercício pela inserção de novos nomes fica extremamente difícil, mas a luta continua e a busca de um lugar ao sol dignifica esta luta. Para quem não integra o circuito musical convencional uma possibilidade é buscar o circuito alternativo, espaço ocupado por estilos variados, inovadores e não tão populares. O espaço dos ritmos denominados alternativos. “Estamos encontrado nichos ideais para o circuito independe baiano. Para se inserir no circuito musical é preciso batalhar muito, mas principalmente ter sorte! Isso se completa”. A perspectiva de Sá, além de atentar para os espaços (in)disponíveis na Bahia, especialmente, na capital do estado, contempla o papel da universidade como espaço de fomento à cultura, já que à universidade compete, entre outras ações, produzir e socializar conhecimentos; valorizar e incentivar a produção cultural regional. “A UNEB como um espaço universitário tem o dever de promover e fomentar a prática cultural contra-hegemônica, ligada as nossas raízes; além de ser um reflexo da contemporaneidade soteropolitana. A própria localização da universidade diz o quanto existe a necessidade de se investir na comunidade e no grupo discente. E este investimento não há! Festivais, mostras audiovisuais, artes cênicas entre outros. Vejo talentos indo embora sem uma política eficaz. Portanto, vale lembrar que isso é um problema que atinge todas as esferas da universidade, pois não há compreensão de órgãos representativos como, por exemplo, o DCE. Existe diretoria de cultura no DCE?”
Todas as inquietações, dificuldades e obstáculos encontrados não permitem que o estudante desista do trabalho. Ao contrário, incentivam as ações cotidianas que ele sintetiza em duas idéias primordiais. “O cotidiano é visto como oportunidade e amizade. Oportunidade porque sem isto não acontece nada! E amizade. É o que se resume os trabalhos até hoje realizados por mim nesta área!”

A discussão está só começando, mas já percebemos que há muito a explorar pelos caminhos da produção musical, e cultural, baiana. Então, para continuar esse papo amanhã tem mais. Será a vez de Alex Hercog dizer o que pensa sobre os des(caminhos) da música baiana.
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One Response to “OS (DES)CAMINHOS DA MÚSICA”

  1. marcos Says:

    bom texto!

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